quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fragmentos contemporâneos...

Nosso tempo está impregnado de contrapontos: o individual e o social, a presença e a ausência, o estático e o dinâmico, o excesso e a escassez, o comum e o diferente...
O contraste dual e contemporâneo revela-se na construção da fragmentação que as telas representam, através de signos e metáforas, singularmente incorporados pela técnica do carbono.
A textura revive a repetição, a seriação, a acumulação que estão presentes e reiteradas em nosso cotidiano.
O consumo de ilusões transformadas em peças de descarte e a mecanização da produção em série criam uma tensa, ininterrupta dinâmica que o movimento provoca. Cria também uma igualdade de estimulação ao fundo, opondo-se ao deslocamento, através da sobreposição.
A ruptura confere identidade às criações e evoca a idéia de desagregação, particularizadas de forma singular pelo objeto sobreposto.
Ao criar uma força dual abre-se uma perspectiva para a unidade dialética sujeito-mundo.



Giselle Cera, Enigma do tempo,
papel carbono azul e tinta acrílica, 50 cm x 50 cm.

 
Ao unir a pluralidade de formas, somos remetidos ao processo de produção em série, ao mundo das repetições, à linha de montagem com divisão de função do universo industrial.
Correntes, parafusos, pregos, roscas, comprimem, prendem, ao mesmo tempo constroem, unem e criam elementos de ligação que configuram a relação significativa de oposições entre negativo e positivo.
No espaço sólido ocupado pelo descartável, o "Ás" propõe o diferencial e a mudança, dando corpo à ação, nesse jogo de opostos.

2 comentários:

  1. Giselle tem um segmento extraordinário na composição de formas. É com muita satisfação que parabenizo tanto seu trabalho como a pessoa incrível que é. Saudades! E muito sucesso na sua vida.

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  2. Obrigada pelas lindas palavras!!!
    Gostei muito da sua análise, os meus trabalhos procuram estabelecer um diálogo.
    Desejo muito sucesso para você!!!
    Adorei!!!

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